Ver os vídeos, ler os textos,
indignar-se, surpreender-se e por fim refletir.Necessário.Desde a semana passada, ando as voltas
com a pergunta: Que direito tenho ao meu corpo?Essa questão surgiu num grupo de
pesquisa do qual faço parte, como proposta de um trabalho interdisciplinar, ou
melhor, transdisciplinar sobre SAÚDE. Parece-me que determinados temas estão
comigo dialogando o tempo inteiro, sei que não é por acaso, mas isso não
diminui ou inferioriza meu desconforto, estranhamento.Não há como falar das dificuldades e
prazeres da vida docente, sem, necessariamente, falar de nós mesmos, pois como
a música do Pink Floyd afirma “somos também tijolos do muro” e não vai nessa percepção
nenhuma intenção de acomodação, nem mesmo de desespero ou impotência. É
exatamente o contrário!Fico pensando... Chegar a um pensamento
ou a uma crença em sua origem autônoma é um longo processo, porque isso que
chamamos de autonomia é o resultado das aprendizagens que realizamos ao longo
do tempo, em interação, coletivamente e com responsabilidade. Mas será esse um
processo presente na vida de todos os docentes? Participar desse processo é
sempre consciente?O refrão da música me mobiliza: “Hei
professor, deixe as crianças sozinhas, afinal você é apenas outro tijolo no
muro, não precisamos de sarcasmo. Hei professor, deixe as crianças sozinhas”.Professores e alunos não estão em lados
opostos, o jovem de hoje é o homem de amanhã, o aluno de hoje será o docente de amanhã.
Mudar os rumos do processo educativo
significa rever a formação docente, do olhar disciplinar para um olhar
globalizante, nesse sentido parodiando as palavras da Ana Patrícia Silva penso
que a
diversidade de corpos, de mentes e de realidades não pode ser vistas como um
problema a ser superado, mas como um rico recurso para apoiar e promover a
aprendizagem de todos.
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